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12/11/2013 10h10

Camisa amarela do Palmeiras gera saia justa, e Nike cobra ação da CBF 107

Camisa amarela do Palmeiras gera saia justa, e Nike cobra ação da CBF 107

Pedro Lopes
Do UOL, em São Paulo

O uniforme comemorativo do Palmeiras lançado no último dia 26, em alusão à equipe do clube que representou o Brasil na inauguração do Mineirão em 1965, colocou em rota de colisão dois dos maiores fornecedores de material esportivo do mundo: Nike e Adidas.

O conjunto, desenvolvido pela empresa alemã e utilizado na partida contra São Caetano, inclui camisa verde e amarela, calção azul e meias brancas, fazendo clara referência ao uniforme de jogo da seleção brasileira. A evidente semelhança gerou insatisfação na Nike, patrocinadora e fornecedora da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), e que detém exclusividade sobre a camisa de jogo utilizada pelo Brasil.

O acordo entre a confederação e a empresa norte-americana prevê que a CBF deve zelar pelo respeito aos contratos de uso da marca da seleção. Com base nisso, a patrocinadora acionou a entidade e pediu providências quanto ao material, o qual considerou praticamente uma réplica.

O UOL Esporte apurou que a confederação, por meio de seu vice-presidente Marco Polo Del Nero, que também é conselheiro do Palmeiras, entrou em contato com a diretoria do clube na última quinta-feira para revelar o problema e solicitar a suspensão das vendas da camisa amarela.

O Palmeiras, por sua vez, levou a questão para a Adidas. A empresa, entretanto, não tem qualquer intenção de abrir mão do produto. Os resultados da pré-venda foram considerados extremamente satisfatórios. Além disso, a relação entre o clube e a patrocinadora já não é mais a mesma desde que ela assinou com o Flamengo por valores substancialmente superiores, e foi ainda mais abalada por divergências durante a gestão do ex-presidente Arnaldo Tirone.

A Nike planeja lançar em 2014 um terceiro uniforme do Corinthians, na cor amarela, também em homenagem à seleção brasileira e aproveitando o ano de Copa do Mundo. O lançamento de material similar, utilizando exatamente as cores que o Brasil tradicionalmente leva a campo, por um clube rival e pela principal concorrente no mercado do futebol acabaram agravando ainda mais o conflito.

Procurada pela reportagem, a Adidas, por meio de sua assessoria, afirmou que não comentará o assunto. Já a Nike disse apenas que "a responsabilidade por zelar pelas parcerias, contratos e direitos de propriedade intelectual relacionados com a seleção brasileira é da CBF". O Palmeiras e a CBF não responderam até a publicação da reportagem. 

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